Laudas Críticas

Há 25 anos, o Big Brother inspirava a revolução da informática

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Hoje faz exatamente 25 anos que a Apple Computer lançou o Macintosh e revolucionou a computação pessoal. Dirigido por Ridley Scott — diretor de Alien (1979) e de Blade Runner (1982) —, o comercial de 60 segundos nem sequer mencionava a existência de computadores, exceto na apresentação do nome da empresa anunciante. O argumento girava em torno da idéia de uma sociedade dominada por um regime totalitário. Era assim que concebiam Steven Jobs e Steven Wozniak, proprietários da Apple, o futuro do mundo se a computação permanecesse como uma tecnologia disponível somente para as grandes corporações.

O personagem do telão nesse comercial foi inspirado no Grande Irmão (Big Brother) do livro 1984, de George Orwell (1903-1950). A obra inspirou também o filme 1984 (Nineteen Eighty-Four), dirigido por Michael Radford. Nos dias de hoje, Big Brother tornou-se outra coisa.

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Written by Mauricio Tuffani

sábado, 24/01/2009 às 11:00

Publicado em Comunicação

8 Respostas

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  1. Era o espírito da época. O escritor Bruce Sterling exaltava “o poder subversivo” dos microcomputadores, das impressoras, das fotocopiadoras. Qualquer um poderia produzir e distribuir o seu “fanzine”. Muito parecido com a febre dos blogs, da qual Sterling também participou.

    No fim das contas, os estados e as corporações descobrem como usar os ímpetos de rebeldia e auto-expressão das massas a seu favor…

    igor zolnerkevic

    sábado, 24/01/2009 at 12:17

  2. “Nos dias de hoje, Big Brother tornou-se outra coisa.”

    Acho que não preciso falar mais nada…

    beliíssimo post!

    :D

    _DS2_Minina_ [Daiane]

    sábado, 24/01/2009 at 19:08

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  5. Caro Mauricio,

    Tive o prazer de conhecer o primeiro Mac em 1988, fora do Brasil. Foi impressionante, pois até então eu só conhecia os IBMs e ITAUTECs de tela preta, sem Windows, cujo usuário tinha que conhecer todos os comandos do MS-DOS (Microsoft – Disk Operational System). Em 1989, adquiri meu primeiro computador, um 386DX, que funcionava com o Windows 1.1, e tinha programas absolutamente fantásticos, como o Word for Windows e o Paradox, uma base de dados que funcionava sem o Windows, para o qual deveria-se inicializar o sistema desativando-se o Windows.

    Porém, antes dos computadores as máquinas de escrever, que nunca “davam pau”, a não ser quando acabava a fita com tinta. Gráficos eram concebidos com papel milimetrado. Para serem desenhadas, fórmulas químicas necessitavam de “réguas gabarito” e Letra Set. Quando aplicávamos estas últimas, torciamos para que o papel desgrudasse sem desgrudar a letra aplicada no papel.

    Existiam (ainda existem?) borrachas para canetas.

    Máquinas de escrever elétricas eram sonhos de consumo. Já as eletrônicas só davam problema. Viva os editores de texto.

    Porém, o mais importante: não tínhamos amigos virtuais. Apenas amigos reais. Muitos amigos reais, com os quais gostávamos muito de conviver, próximos, durante fins de semana, durante a semana, nas férias, no dia-a-dia, no trabalho. Amigos de verdade.

    1984? ou 2009?

    Roberto Berlinck

    segunda-feira, 26/01/2009 at 21:17

  6. Putz!!!!!

    Esse comercial eh poderoso e arrepiante ate hoje!

    Ivan Moraes

    quarta-feira, 28/01/2009 at 0:08

  7. É, mais olhando a pequena torradeira, com tela em grayscale (sem cores) que foi o objeto de tanto alarde — ainda tenho arquivos nela que preciso resgatar — tenho que rir um pouquinho.

    O sistema operacional foi um fracasso no fim das contas — só com OS X, baseado em Unix foi que eles conseguiram um SO capaz de atraer usuários de Windows.

    Sem internet na época, foi uma maquina de escrever caro com impressora sempre problemática, além daquele jogo tal viciante, o Tetris. Eu preferia trabalhar no mainframe: Lá, você podia bater papo com Finlandêses na bitnet — o proto-internet.

    Colin Brayton

    segunda-feira, 15/03/2010 at 23:01

  8. muitoo interessante.

    alexandre

    domingo, 17/10/2010 at 23:23


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