Laudas Críticas

A volta da ‘Literatura Ocidental’ de Carpeaux

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Uma das melhores notícias do ano que há pouco terminou foi a terceira edição da monumental História da Literatura Ocidental, de Otto Maria Carpeaux (1900-1978), lançada em quatro volumes pelas Edições do Senado Federal. Publicada originalmente em 1959, a obra foi elogiada e usada como referência por grandes críticos literários brasileiros, como Antonio Cândido, Álvaro Lins e Wilson Martins. O lançamento deve pôr fim às peregrinações, que se tornavam cada vez mais infrutíferas, de amantes da literatura pelos sebos em busca dessa obra. E o preço de R$ 200 deve também torná-la mais acessível, pois coleções completas de suas edições anteriores custam de R$ 500 a R$ 1.500.

Os quatro tomos da nova versão totalizam 2.879 páginas, além de outras 148 introdutórias, com a apresentação do poeta e escritor Ronaldo Costa Fernandes, um artigo do próprio Carpeaux sobre prefácios, fotografias, fac-símiles de laudas datilografadas com correções à mão e dois textos da primeira edição (Rio de Janeiro: O Cruzeiro, 1959, nove volumes), ambos suprimidos pelo autor na segunda (Rio de Janeiro, Alhambra, oito volumes).

Questões de método

Além do mérito intrínseco por ser a única obra do gênero em língua portuguesa — e uma das poucas no mundo —, História da Literatura Ocidental é fruto de um rigoroso trabalho metodológico cujo primeiro problema foi a delimitação de seu foco temático em sua multiplicidade. Como disse o próprio Carpeaux,

Para resolver o problema dessa multiplicidade, as obras de síntese coletivas justapõem simplesmente uma história separada da literatura italiana, uma da literatura francesa, uma da literatura inglesa, etc., etc.; evidentemente, isto não é síntese, e sim coleção incoerente. Daí não pode resultar jamais uma “história universal” da literatura universal. É necessário abolir as fronteiras nacionais para realizar a história da literatura européia (e americana).
[Vol. I, p. 38]

Nessa parte da introdução, cuja redação teve pequenas alterações na segunda edição, Carpeaux ressalta que a história da literatura universal se divide em grandes períodos, cujos nomes são consagrados pelo uso — Idade Média, Renascença, Barroco, Ilustração, Romantismo, Realismo, Naturalismo, Simbolismo etc. — e que já na primeira metade do século XX, graças à evolução da análise estilística e ideológica, não eram mais clichês sem significação precisa.

O segundo problema de método da obra diz respeito à cronologia. A esse respeito, naquilo que consegui constatar, parece-me que Carpeaux esteve à altura dos desafios de seu empreendimento no plano histórico. Nada melhor que suas próprias palavras para esclarecê-lo:

A literatura não existe no ar, e sim no Tempo, no Tempo histórico, que obedece ao seu próprio ritmo dialético. A literatura não deixará de refletir esse ritmo — refletir, mas não acompanhar. Cumpre fazer essa distinção algo sutil para evitar aquele erro de transformar a literatura em mero documento das situações e transições sociais.
[Vol. I, p. 39]

A terceira questão metodológica se refere á relação entre literatura e sociedade, que, como disse Carpeaux, não é de mera dependência, mas de dependência recíproca entre fatores espirituais (ideológicos e estilísticos) e materiais (estrutura social e econômica). Por traduzir ao longo de sua obra essa compreensão, o autor, em plena Guerra Fria, transcende a acirrada polarização entre direita e esquerda que já existia naquele período.

A literatura é, pois, estudada nas páginas seguintes como expressão estilística do Espírito objetivo, autônomo, e ao mesmo tempo como reflexo das situações sociais.
[Vol. I, p. 40]

Incorreções e generalizações

Por mais rigorosos que tenham sido os critérios metodológicos acima apontados, são de se esperar algumas generalizações que podem tender à incorreção e à superficialidade. No entanto, chegam a ser decepcionantes, principalmente por partirem de quem teria se formado em filosofia, afirmações equivocadas como:

Tampouco os mitos platônicos são axiomas filosóficos; por isso, Platão os expôs em diálogos de índole literária, dramática, com a pretensão de criar uma Cidade e talvez uma religião, mas sem a pretensão de defender um sistema filosófico. Nunca, na Antigüidade, os diálogos de Platão foram citados como obras de filosofia racional. O grande criador de fórmulas filosóficas entre os gregos foi Aristóteles, do qual não pode tratar a história da literatura (…).
[Vol. I, p. 78]

Ora, basta consultar as obras do próprio Aristóteles (384-322 a.C.) para constatar, logo entre os primeiros capítulos, que em várias delas esse discípulo de Platão (427-347 a.C.) se posicionou em relação ao pensamento de seu antigo mestre, entre elas Ethica Nicomachea, Metafísica, Poética e Sobre a Alma. Nesta última, no capítulo II, dedicado ao exame de teorias anteriores sobre o mesmo tema, a passagem 404b16-17 registra sua afirmação de que “no Timeu, Platão construiu a alma fora dos elementos”. O mesmo Timeu — que contém uma teoria da natureza e do conhecimento sobre ela —, ao qual Carpeaux se refere como uma alusão ao “mito historiografico do cotinente da Atlântida, que se perdeu como está se perdendo a Grécia”, com o mesmo simplismo que comenta outras obras como República, Parmênides, Sofista (Vol I, pp. 79-80).

Não bastasse o equívoco dessa interpretação, Carpeaux entra em contradição com ela ao se referir a aspectos filosóficos de outros autores, como Lourenço de Médici, o Magnífico (1449-1492), no qual aponta uma “luta íntima” entre o “supranaturalismo platônico e outro platonismo, nostálgico do idílio homérico” [Vol. I, p. 335].

Ainda a respeito de Lourenço, o autor corrigiu o erro, na primeira edição, de mencioná-lo como “o único príncipe que foi um grande poeta”, esquecendo-se de Charles d’Orléans (1394-1645), como bem observou Wilson Martins em sua resenha “A literatura ocidental”, no jornal O Estado de S. Paulo, em 3 de outubro de 1959, na qual foram apontados diversos deslizes. Carpeaux, diligentemente, procedeu na edição de 1978 a várias correções. Ainda que permaneçam alguns erros, não há como discordar do que afirmou Martins nessa mesma resenha:

Mas, incorreções e generalizações dessa natureza são inevitáveis em livros que cobrem matéria tão vasta e nem de longe chegam a afetar-lhes o valor de conjunto. O que importa é que Otto Maria Carpeaux haja “dominado” espiritualmente o assunto e tenha conseguido transmitir ao leitor uma “idéia” da literatura ocidental em sua especificidade e riqueza.
[Wilson Martins, Pontos de Vista (Crítica Literária). São Paulo: T.A. Queiroz, 1992, volume 3, p. 511.]

Seleção de autores

Justamente por cobrir matéria tão vasta, uma obra como História da Literatura Ocidental não tem como ser completa a ponto de contentar a todos. Estranhei, por exemplo, a ausência de nomes de autores cujas obras tiveram repercussão em outras culturas, como o de Flávio Josefo (c. 37-100 d.C.), judeu assimilado ao mundo romano e escritor em língua grega, que escreveu A Guerra Judaica, Antiguidades Judaicas, Contra Ápion e outras obras.

Eventuais omissões, no entanto, são muito menos problemáticas que inclusões questionáveis do ponto de vista da universalidade dos autores, seja no que se refere à sua abordagem, seja em relação à repercussão de suas obras. Martins, por exemplo, ressaltou que, ao selecionar oito mil autores, Carpeaux “deixou-se dominar mais pelo espírito de erudição do que pelo espírito crítico. (…) há páginas e páginas desta História que lembram as velhas histórias da literatura brasileira com sua fastidiosa, inútil e injustificada enumeração de oradores sacros e poetas menores.” [Pontos de Vista, p. 509].

Independentemente de estas e outras observações, como ressaltou o próprio Wilson Martins,

É motivo de orgulho, para nós, que uma das mais completas, das mais sérias, das mais eruditas e das mais agudas dessas “histórias da Literatura Ocidental” tenha sido escrita no Brasil e por um brasileiro (…) Um brasileiro “ocidental”, para quem nada do que é humano e, notadamente, nada do que é literário, será estranho; o único brasileiro em condições de realizar esse trabalho, pois, sendo brasileiro, não deixou de ser europeu, vive conscientemente a condição de “cidadão da Europa”, que se torna cada vez mais rara desde a Renascença.

Filho de pai judeu e mãe católica, Otto Maria Karpfen nasceu e foi criado em meio à efervescência cultural de Viena, na Áustria, onde começou a estudar direito, mas redirecionou sua formação para a filosofia, física, sociologia e literatura comparada. Foi jornalista e trabalhou para o governo ditatorial do primeiro-ministro Engelbert Dolfuss (1892-1934) — assassinado numa tentativa de golpe nazista — e de seu sucessor Kurt Schuschnigg (1897-1977), deposto em 11 de março de 1938 na Anschluss (anexação) da Áustria ao III Reich.

Opositor aos nazistas, Karpfen fugiu para a Bélgica, onde ficou por cerca de um ano, e de lá  partiu em 1939 em uma viagem de navio, durante a qual estourou a II Guerra Mundial. Naturalizou-se brasileiro e afrancesou seu sobrenome. Mais detalhes sobre sua vida e obra desse grande intelectual, que se fixou aqui no Brasil na segunda metade de seus quase 78 anos, estão em artigos indicados a seguir.

• Jonas Lopes, Ensaios Reunidos, de Otto Maria Carpeaux”, Gymnopedies, 26/08/2006.

• Sérgio Augusto, “O melhor presente que a Áustria nos deu”, Digestivo Cultural, 23/09/2002.

• Antonio Fernando Borges, “Otto Maria Carpeaux, o digno farejador do Universo”, Sapientiam Autem Non Vincit Malitia, s./d.

• José Maria e Silva, “A missão civilizatória de Otto Maria Carpeaux”, Opção, Goiânia, 08/11/1999.

• Olavo de Carvalho, “Carpeaux nos EUA”, Sapientiam Autem Non Vincit Malitia, 13/10/1999.

• Leandro Konder, “Otto Maria Carpeaux (1900-1978)”, Tribuna da Imprensa, 23/02/1990.

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Written by Mauricio Tuffani

sábado, 17/01/2009 às 8:25

Publicado em Literatura

14 Respostas

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  1. […] à sua abordagem, seja em relação à repercussão de suas obras. … Veja o post completo clicando aqui. Post indexado de: […]

  2. […] No entanto, chegam a ser decepcionantes, principalmente por … Veja o post completo clicando aqui. Post indexado de: […]

  3. Maurício, faltou vc dizer que pode-se comprar a coleção de Carpeaux por preços que vão de R$500 a R$1500 em sebos – i. é, livros usados -, porque novos não se acha mais.
    A oportunidade que a Livraria do Senado está abrindo é imperdível!

    Lourenço

    sábado, 17/01/2009 at 18:00

  4. Maurício, só em livros do passado e em coleções de recortes de meu pai pude conhecer resenhas com esse seu vigor crítico. E você o sabe fazer com equilíbrio e elegância. Gostei também da forma como você tratou a ciência, a filosofia e a literatura no artigo da semana passada sobre o Ano Internacional da Astronomia. É muito rara essa união de erudição, síntese e crítica.
    Parabéns mais uma vez.
    Abraços.

    Daniela Morgado

    sábado, 17/01/2009 at 18:49

  5. Fiquei decepcionado com o articulista ao me deparar nas sugestões de leitura no final do artigo com o link de um texto do ultra-direitista Olavo de Carvalho. o nome desse ideólogo da direita precisa ser banido de todos os espaços midiáticos. O articulista, como pessoa esclarecida que é, deveria adotar o mesmo procedimento que os intelectuais responsáveis adotam em relação a essas excrescências ideológicas.

    Rafael

    sábado, 17/01/2009 at 19:02

  6. Prezado Rafael,

    Apesar de eu não concordar com o pensamento político de Olavo de Carvalho nem com seu estilo argumentativo, não sou adepto da política do cordão sanitário ideológico, praticada tanto pela esquerda como pela direita. E, embora eu conviva profissionalmente muito mais em meio à esquerda, não deixo de perceber que essa vertente tem se tornado muito mais cerceadora da liberdade de expressão que a sua antagonista. Não tenho medo de destoar. Aliás, faço questão de destoar com base em meu próprio discernimento, e não me deixo pautar em função da moral de rebanho.

    Mauricio Tuffani

    sábado, 17/01/2009 at 19:18

  7. […] Leia mais deste post no blog de origem: Clique aqui e prestigie o autor […]

  8. […] Leia mais deste post no blog de origem: Clique aqui e prestigie o autor […]

  9. É com alegria que recebo a notícia da reedição dessa obra primorosa. Beber da erudição de Carpeaux mitiga a sede do deserto cultural do mundo de hoje, tão afeito a BBBs e a pseudo-artistas em busca do estrelato.

    Parabéns por dedicar um texto a esse lançamento, caro Maurício.

    Mas me permita também expressar meu estranhamento diante da sugestão de leitura do Olavo de Carvalho. Fiquei surpreso por encontrar tal indicação neste espaço. Afinal, Olavo é astrólogo, defende suas ideias com virulência e palavrões horrorosos, além de representar um obscurantismo religioso que me provoca engulhos. Para ficar apenas em um exemplo, Olavo escreveu em 24 de dezembro de 2007 (texto disponível no blog dele) que “o evolucionismo é um dos produtos mais toscos e confusos que já emergiram de uma cabeça humana – ou animal”. Minha divergência com Olavo não é tanto política, pois não dá mesmo para levar a sério todas aquelas teorias conspiratórias birutas que ele inventa. O problema real é que ele é das vozes mais trevosas do nosso tempo.

    Abraço,

    Leonardo

    Leonardo Cruz

    segunda-feira, 19/01/2009 at 20:04

  10. Caro Leonardo,

    De fato, como eu já disse, não concordo, no conteúdo e na forma, com muitas das manifestações de Olavo de Carvalho. Ocorre, porém, que ele é um dos principais responsáveis pela reedição de muitos trabalhos de Carpeaux, como ressalta Sérgio Augusto em seu artigo, também citado acima.

    Acho, por exemplo, que O.C. exagera na caracterização que faz dos últimos dez anos da vida de O.M.C., mas não creio que essa interpretação seja de todo inválida. O texto dele contém enviesamentos antiesquerdistas, mas não se resume a eles e foge aos padrões de virulência que você aponta com razão. (E o que dizer dos enviesamentos antidireitistas de outros autores?) E ele pode ser confrontado, por exemplo, com o artigo do marxista Leandro Konder, também indicado.

    Achei importante, por exemplo, a descrição que O.C. faz da atividade de O.M.C. como intelectual católico. Assim como achei importantes também as afirmações do parágrafo em que ele diz: “o modo de pensar de Carpeaux enfatiza antes os problemas do que as soluções, o que o leva a parecer inconclusivo”. Devo deixar de indicar o artigo que tem essas e outras considerações por causa de outras coisas ditas por O.C.?

    O que não podemos é tutelar as pessoas, “protegendo-as” de ter contato com considerações que chamam a nossa atenção por serem elas de alguém que disse outras coisas, com as quais não concordamos. Também considero um contra-senso a afirmação que você cita de Olavo de Carvalho sobre o evolucionismo; mas não podemos usá-la contra o que ele diz, por exemplo, sobre Carpeaux.

    Abraço,

    Maurício Tuffani

    Mauricio Tuffani

    segunda-feira, 19/01/2009 at 23:13

  11. Maurício,

    Parabéns pelo artigo! E parabéns, também, por não se deixar intimidar pelo patrulhamento intelectual venha ele da “direita” ou da “esquerda”!

    Lampedusa

    quarta-feira, 04/02/2009 at 15:10

  12. Maurício. Obrigado por trazer-nos à tona o belo material sobre literatura universal de Otto Maria Carpeaux, trabalho de envergadura jamais produzido no Brasil. Infelizemente, não são poucos os professores e alunos dos cursos de Letras e congêneres que desconhecem o legado cultural desse autêntico brasileiro (mesmo naturalizado). Você também está de parabéns por demonstrar integridade cultural ao não se deixar levar por preconceitos acerca de pessoas que querem ideologizar a nossa cultura de modo maniqueista entre o que é de direita e o que é de esquerda. Carpeaux, por exemplo, foi de direita na Áustria e de esquerda no Brasil, mas, na verdade, o seu pensamento é universal e você, Maurício, ajudou a alargar os horizontes com o seu artigo. Por favor, pediria apenas para você informar como podemos adquirir esse tesouro cultural do país.
    Um abraço!
    Almir Marcelo.

    Almir Marcelo Santos

    segunda-feira, 18/01/2010 at 19:37

  13. Caro Almir,

    Obrigado por seus comentários. A Livraria do Senado alterou o link original dessa obra. Já localizei o novo link e atualizei o post com ele na primeira menção ao nome do livro. Basta entrar na página http://www16.senado.gov.br/livraria/produtos.asp?produto=402, onde ele é oferecido por R$ 200,00.

    Abraço,

    Maurício Tuffani

    Mauricio Tuffani

    segunda-feira, 18/01/2010 at 20:24

  14. O que há de “procedimento de intelectuais responsáveis” em defender o banimento de um determinado autor de todos os espaços midiáticos? Isso é mera intolerância intelectual.
    O meu maior desejo é ver surgirem intelectuais que discordem do Olavo confrontando-o nos argumentos e razões que ele apresenta. É muito fácil pinçar uma frase chamariz no primeiro parágrafo de um artigo para usá-la de espantalho. Se o sujeito tivesse lido o artigo até o fim saberia que ele não está contestando a teoria evolucionista com base em obscurantismos religiosos. Trata-se de uma das teorias mais debatidas nos meios acadêmicos universitários mundiais, e o autor está a fazer referencia aos termos desse debate.
    Admiro-me que o chamem depreciativamente de “astrólogo”, quando o que o autor tentou fazer foi equacionar a tal questão astrológica da correspondência entre fenômenos astronômicos e terrestres em bases puramente científicas, tomando como referência as pesquisas de Michel Gauquelin.
    Esta não é uma apologia gratuita de um olavete. Tenho minhas discordâncias e restrições. Mas não cabe falar delas a pessoas que sequer se dispõem a ouvir o que o autor tem a dizer e que o desconhecem de todo. Nem tenho eu a intenção de fazer críticas de concessão diante de atitudes tão intelectualmente responsáveis como essas.

    Carlos Rabello

    quarta-feira, 08/05/2013 at 3:44


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