Laudas Críticas

Não deixem de ler: ‘Células de decepção em massa’

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Para os que não leram a edição de sábado da Folha de S. Paulo (24/12), ainda é possível ler no blog Ciência em Dia o excelente comentário do jornalista Marcelo Leite, “Células de decepção em massa”, sobre a fraude do sul-coreano Woo-Suk Hwang com o anúncio da clonagem de células-tronco embrionárias humanas.

O comentário é imperdível até mesmo para aqueles que acompanharam o caso por meio de veículos de imprensa estrangeiros. Simplesmente por que Marcelo fez aquilo que a imprensa renuncia habitualmente a fazer, que é ir além do mero registro das posições dos “dois lados” envolvidos. OK, houve jornalistas que contextualizaram o assunto, mas, na chamada grande imprensa, só ele mostrou como muitos membros da comunidade científica reagem à exposição de suas mazelas — com a Lei de Ricúpero (“o que é bom a gente fatura, o que é ruim a gente esconde”):

Na hora do oba-oba, a imprensa veio bem a calhar, pois ajudou a aprovar verbas para pesquisa. Na hora em que essa mesma imprensa lanceta o tumor, pedem que se afaste para que a comunidade científica enfim cumpra a sua obrigação, tendo já falhado uma vez.

Recomendo a leitura do comentário no Ciência em Dia e, para os mais interessados, o registro do link direto de “Células de decepção em massa”.

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Written by Mauricio Tuffani

segunda-feira, 26/12/2005 às 13:26

2 Respostas

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  1. Valeu, Tuffa. Que 2006 comece para nós todos melhor do que terminou 2005 para quem recebeu a promissória das células-tronco embrionárias. Abraço,
    Marcelo Leite

    Anonymous

    segunda-feira, 26/12/2005 at 14:22

  2. A “Lei de Ricúpero” vale para a comunidade científica, para os deficientes mentais de brazília, para praticamente todas as empresas. Com o perdão do clichê, não são apenas os cientistas q gostam de ser os pais dos filhos, quando bonitos, mas não o reconhecem, quando deformados. Se o debate, leia-se exposição, interessa, é estimulado, se não, é abafado; isso vale para todos os segmentos.
    O engraçado é que o tiro acabou saindo pela culatra. Se não tivessem feito tal pronunciamento provavelmente o episódio dentro em pouco seria esquecido, como é comum com a imprensa brasileira, e as discussões sobre a ética da pesquisa se resumuriam á comunidade científica, sem alcançar a sociedade.
    Um exemplo? Está aí, bem próximo de nós, que lidamos com o jornalismo. Ou, quando proposto o CFJ pela FENAJ, a questão foi pautada (isso antes de ser encaminhada)? E não foi pautada nem dentro da classe, quanto menos aberta à sociedade, em se trantando de um tema de interesse também dela por ser o jornalismo peça fundamental de qualquer democracia.
    Outro exemplo? Quando interessou, como foi no caso da proibição ou não da comercialização de armas de fogo no território nacional, gastou-se uma fortuna numa publicidade que em nada aprofundava o tema. Foi apenas uma campanha maniqueísta que se limitou a expor argumentos do bem contra o mal, na qual os dois lados eram bons e o outro era sempre o lobo-mau da história. E mesmo assim passou como incentivo ao debate.
    Mais um lição. Espero que aprendam com ela.

    Abs,
    Bruno Pinheiro

    Bruno Pinheiro

    segunda-feira, 26/12/2005 at 23:42


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