Laudas Críticas

O que podemos aprender com Homer Simpson

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Discussão sobre declarações do editor-chefe do Jornal Nacional a respeito do perfil do ‘telespectador médio’ do telejornal desperdiça oportunidade para debater critérios usados pela imprensa na escolha de pautas

Foi mais do que previsível a agitação iniciada a partir da publicação da crônica do professor Laurindo Lalo Leal Filho, da da USP, sobre os comentários que teriam sido feitos por William Bonner, editor-chefe do Jornal Nacional, durante visita de um grupo de docentes a uma reunião matinal do telejornal da TV Globo.1 As discussões, no entanto, foram pouco além do senso comum, não inspirando até o momento questões de fundo sobre os parâmetros empregado pelos veículos de comunicação na elaboração de suas pautas jornalísticas.

Publicada numa sexta-feira, dia 2 de dezembro, na revista Carta Capital, a crônica teve ampla repercussão na internet e na mídia no fim-de-semana, e foi respondida por Bonner em diversos sites na terça-feira (06/12).2 O professor da ECA treplicou no dia seguinte (07/12) na Folha e no site Blue Bus.3 E, finalmente, Bonner, ocupou o espaço de Carta Capital para dar sua interpretação.4

Não interessa aqui repisar os detalhes dos desdobramentos dessas duas manifestações, que estão registrados nas matérias acessíveis pelas diversas remissões abaixo. Interessam-nos menos ainda os desgastantes e previsíveis confrontos em chats e sites de jornalistas, polarizados entre os que por princípio satanizam a TV Globo e aqueles que desprezam e rejeitam sistematicamente quaisquer críticas que venham do meio acadêmico.

Na quinta-feira (08/12), eu um artigo no site Direto da Redação, Eliakim Araújo, ex-âncora de telejornais da TV Globo, do SBT e da CBS Brasil, parecia dar um direcionamento para um debate em torno desse tema. “O que deve preocupar o telespectador brasileiro são os critérios como são selecionadas as matérias que vão para o telejornal”, afirmou Araújo. “Bonner, em sua resposta, limita-se a tecer considerações sobre o temperamento de seu Homer e explica que foi por amor à clareza e à objetividade que inventaram na redação o nome do personagem da série Os Simpsons, após a tal pequisa realizada pela emissora. Mas ele não toca na questão editorial. Essa sim, a meu ver, a mais importante”, acrescentou.5

No entanto, longe de chamar a atenção de seus leitores para o que certamente é um problema que não se restringe ao processo de elaboração da pauta do JN, mas que diz respeito a grande parte da imprensa, Araújo centrou sua abordagem na TV Globo e no atual editor-chefe de seu telejornal:

… a discussão sobre a personalidade de Homer Simpson é o que menos importa na polêmica. O que deve preocupar o telespectador brasileiro são os critérios como são selecionadas as matérias que vão para o telejornal. Quem conhece as entranhas do monstro, sabe que o editor-chefe do JN tem autonomia para decidir até a página cinco, como se diz popularmente. Daí em diante, a decisão vai para o Diretor de Jornalismo, que também tem autonomia limitada, até a página dez, digamos. Nos assuntos “delicados” que envolvem interesses econômicos ou políticos da empresa, quem decide mesmo o que vai ao ar é a alta cúpula. Isso sem falar das “rec”, as matérias recomendadas pela direção que têm a sua prioridade assegurada. Pelo menos era assim nos tempos do Dr. Roberto [Marinho] e acredito piamente que nada mudou.

Vejo no artigo do professor Laurindo um alerta àqueles que têm o poder de decisão. Tentar melhorar a qualidade da informação oferecida ao telespectador é um dever social do jornalista. O nivelamento por baixo não interessa à maioria da população brasileira. Só a alguns poucos, aqueles que aumentam diariamente suas fortunas à custa do atraso e da miséria que se alastram pelo país.

A experiência profissional de Eliakim Araújo faz com que sejam importantes seus comentários sobre os bastidores do Jornal Nacional. Porém, ao limitar ao telejornal da TV Globo o escopo de suas considerações e ao encerrar seu artigo com os clichês do parágrafo acima transcrito, ele renunciou a apontar para seus leitores elementos para a formação de uma opinião crítica sobre os critérios da pauta do telejornalismo brasileiro.

A discussão dos critérios de pauta vem sistematicamente sendo prejudicada no Brasil devido a um antagonismo crescente entre os segmentos “do mercado” e o acadêmico do jornalismo. No caso “Homer Simpson”, as discussões pela internet assumiram o caráter de confronto entre duas torcidas organizadas.

Do lado dos profissionais “de mercado”, grande parte deles se mostra como um contingente de homers, como se predominasse no seio da imprensa o “homem de massa”, incapaz de compreender assuntos complexos, profeticamente definido pelo filósofo espanhol José Ortega y Gasset (1883-1955), muito tempo antes dos recentes teóricos da comunicação, em seu livro La Rebelión de las Masas, de 1929: “A massa é o conjunto de pessoas não especialmente qualificadas. Não se entenda, pois, por massas só, nem principalmente, as massas trabalhadoras. Massa é o homem médio”.6

Em relação ao outro lado desse antagonismo vicioso, em boa hora aparece uma manifestação crítica de Ana Maria Fadul, também professora da ECA-USP e presidente do Conselho Curador da Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação). Ao final do IV Simpósio Nacional de Ciências da Comunicação, no dia 10 de dezembro, na Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Universidade Estadual Paulista, em Bauru, ela:

… exortou os estudantes e professores dos cursos de comunicação a superar o comportamento de menosprezo acadêmico pelas indústrias midiáticas, muitas vezes agravado pela hostilidade ideológica, o que vem contribuindo para a formação de novos agentes midiáticos que se sentem inapetentes ou desmotivados para atuar no ambiente profissional.7

Felizmente, nem só de antiintelectualismos, sarcasmos e individualizações de problemas genéricos vive o segmento “de mercado” do jornalismo brasileiro, assim como nem só de preconceitos e interpretações equivocadas do pensamento da Escola de Frankfurt vive o ambiente acadêmico. Um exemplo é Ciro Marcondes Filho, também professor da ECA-USP, que em seu simples e lúcido livro Jornalismo: A saga dos cães perdidos, faz uma reflexão contundente e ao mesmo tempo equilibrada sobre temas centrais do jornalismo e sua relação com os trabalhos de diversos estudiosos da área. E um dos temas que ele apresenta é justamente o dos critérios de seleção de pautas. Quem trabalha na redação de muitos dos veículos de comunicação há algum tempo sabe do que ele fala quando se refere à cristalização de visões estereotipadas sobre o perfil do público-alvo:

Os clichês já fazem a pré-seleção. (…) Ao fato, à pessoa, ao grupo antepõem-se os preconceitos, esses pré-julgamentos que, em verdade, acabam por anular totalmente o fato em si, só vendo, em seu lugar, a idéia feita (anteriormente) a seu respeito. É uma negação da realidade, um tipo de cegueira: você não vê o mundo que está à sua frente, você o substitui pela sua fantasia. Uma consciência constituída de clichês só recebe acréscimos “não-dissonantes”.8

Como vimos en passant com Ortega y Gasset, na primeira metade do século 20 já vinham sendo feitas reflexões filosóficas sobre as condições de possibilidade do atual cenário da comunicação. Sem ter exatamente isso como tema, o filósofo alemão Martin Heidegger (1889-1976), em 1946, em uma carta, que mais tarde tomou corpo como o livro Sobre o Humanismo, relacionou os critérios de seleção da mídia com a simplificação e o aviltamento da linguagem:

… a linguagem é posta a serviço dos meios de comunicação, nos quais, desconsiderando qualquer limite, se expande a objetivação de tudo para todos. Desse modo, a linguagem cai sob a ditadura do espaço público. Este decide de antemão tudo o que é compreensível e que deve ser rejeitado como incompreensível.9

É importante destacar que tais considerações não se referem exclusivamente ao mundo da mídia, mas à toda a sociedade. Em outras palavras, não há como responsabilizar unicamente a mídia por esse processo. Mas também não há como negar a sua parcela de responsabilidade no processo que Heidegger descreve como um esvaziamento rápido e onipresente da linguagem, que “não é apenas uma corrosão da responsabilidade estética e moral em todo uso que dela se faz, mas algo que vem de uma ameaça à essência do homem”.10 Mas isso é assunto para outra conversa.

Referências

  1. De Bonner para Hommer (Laurindo Lalo Leal Filho, Carta Capital, 02/12/2005, nº 371).

  2. “Sobre a necessidade de ser claro” (William Bonner, Observatório da Imprensa, 06/12/2005).

  3. “A questao central nao é o perfil do Homer”, replica Lalo, (Laurindo Lalo Leal Filho, Blue Bus, 07/12/2005).

  4. Sobre Hommer, (William Bonner, Carta Capital, 09/12/2005, nº 372).

  5. Bonner e o comedor de biscoitos (Eliakim Araújo, Direto da Redação, 8/dez/2005).

  6. José Ortega y Gasset, La Rebelión de las Masas, Alianza Editorial, Madrid, 1979, p. 48.

  7. Intercom — “Comunicado 08/2005”: Anamaria Fadul exorta comunidade acadêmica da comunicação a superar atitude de menosprezo pela mídia e seus agentes profissionais.

  8. Ciro Marcondes Filho, Jornalismo: A saga dos cães perdidos, Hacker Editores, São Paulo, 2000, p. 66.

  9. Martin Heidegger, Über den Humanismus. Vittorio Klostermann, Frankfurt, 2000, p. 9. Na versão da Ed. Tempo Brasileiro (Carta sobre o Humanismo, tradução de Emanuel Carneiro Leão, Rio de Janeiro, 1967), a palavra Öffentlichkeit, que traduzo como “espaço público” é traduzida por “publicidade”. Na versão feita a partir de uma tradução francesa da Aubier Éditions (Carta sobre o Humanismo, tradução de Rubens Eduardo Frias, Ed. Moraes, São Paulo, 1991), Öffentlichkeit é traduzida como “opinião pública”.

  10. Idem, p. 10.

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Written by Mauricio Tuffani

terça-feira, 13/12/2005 às 5:57

13 Respostas

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  1. Quero ser o primeiro a cumprimentá-lo pelo mais novo blog de qualidade da praça. Longa vida às Laudas Críticas.
    Do seu,

    Verbo Solto

    luiz weis

    terça-feira, 13/12/2005 at 13:34

  2. Mestre Tuffani, que beleza! Será leitura
    obrigatória, verdadeiramente indispensável.
    Deixo aqui o meu abraço.

    Fábio José de Mello

    terça-feira, 13/12/2005 at 14:39

  3. Caro, parabéns pela iniciativa do blog, que já inicia analisando tema fundamental: o critério de seleção de notícias. Por isso mesmo, gostaria de registrar que nós, do Fazendo Media, já havíamos publicado um artigo analisando a polêmica por este viés, mais tarde republicado no Observatório da Imprensa e sintetizado na própria revista CartaCapital dessa semana. O original encontra-se em http://www.fazendomedia.com/diaadia/nota091205.htm.

    Atenciosamente,
    Marcelo Salles

    Marcelo Salles

    terça-feira, 13/12/2005 at 15:08

  4. Prezado Maurício, parabéns pelo blog, que já começa analisando tema fundamental: o critério de seleção de notícias. Por isso mesmo, gostaria de registrar que nós do Fazendo Media publicamos artigo sobre o debate entre Bonner e Laurindo, posteriormente republicado no Observatório da Imprensa. A CartaCapital dessa semana também publicou uma síntese do texto, cujo original se encontra em http://www.fazendomedia.com/diaadia/nota091205.htm

    Um grande abraço,
    Marcelo Salles

    Marcelo Salles

    terça-feira, 13/12/2005 at 16:21

  5. Tuffani,boa ideia!Agora teremos a oportunidade de acompanhar suas idéias..Forte abraço…
    Neno

    Anonymous

    terça-feira, 13/12/2005 at 16:34

  6. Ao Marcelo Salles,

    Obrigado por seu comentário. Eu já havia lido ontem esse seu artigo por sugestão da professora Alice Mitika, da ECA-USP, e gostei dele. Mas, na medida em que meu objetivo era ampliar o foco do tema dos critérios de seleção de pautas (por isso voltei no tempo com Ortega y Gasset e Heidegger), preferi não citar o seu, que se atém ao caso Bonner, pois poderia parecer que eu o estaria depreciando. Parabéns pelo seu trabalho.

    Saudações,

    Maurício Tuffani

    Maurício Tuffani

    terça-feira, 13/12/2005 at 16:43

  7. Tuffani, parabéns pela iniciativa. Serei teu leitor, sempre. Abração, Hélio

    Hélio Schuch

    terça-feira, 13/12/2005 at 18:45

  8. Gostei muito do formato e do conteúdo do blog. Estarei sempre passando por aqui.Parabéns! Apenas uma interrogação: entre os sites citados, há a indicação do Observatório da Imprensa, mas não do Comunique-se. Por quê? Lembro-me da sua participação nesse site, onde já debatemos.

    Iracema Torquato

    terça-feira, 13/12/2005 at 21:09

  9. Quem deve estar de boca aberta com isto é o Homer…

    |lestat01|

    quarta-feira, 14/12/2005 at 8:17

  10. O que posso aprender com Tuffani

    Sinceramente nunca dei muito bola para blogs. Quando vc mandou o e-mail, olhei mais atentamente o que era aquilo e me dei conta que o assunto e tudo o mais era realmente interessante. Já entrou na lista. Parabéns pelo belo blog.
    Beijos, Maristela
    Esqueci: O “visu” é realmente muito bacana.
    Beijos, Maristela.

    Anonymous

    quarta-feira, 14/12/2005 at 15:52

  11. Parece que o assunto teve de ir pro campo do surrealismo fantástico para gerar alguma comoção mais pró-ativa. Faz tempo que a classe midiática carece recuperar sua auto-estima, com veículos de qualidade, cumprindo a finalidade para a qual são concedidos. Que este episódio, como aquele em que a RedeTV foi obrigada a dar direito de resposta ao programa do João Kléber, contribua nesse processo de amadurecimento da mídia. Está na hora do setor crescer de verdade!
    Parabéns pela iniciativa do blog, Maurício! Vou acompanhar! Saudações!

    Thadeu Melo

    quarta-feira, 14/12/2005 at 17:08

  12. O debate Bonner-Lalo revela algumas coisas interessantes sobre o jornalismo de televisão que detém o monopólio na informação nacional. Primeiro, que o editor-chefe decide, por conta própria, o que o espectador médio vai ou não vai entender. Seu método, ao que parece, baseia-se no puro “achismo”, construído a partir de preconceitos transmitidos por outros na formação específica dele como jornalista. Apesar dos tempos hiper-sofisticados da informatização geral da sociedade, a cabeça dos jornalistas que detêm algum tipo de controle do noticiário ainda se forma com base na tradição e nas velhas e desgastadas idéias sobre quem é virtualmente aquele que vê e qual é seu alcance de compreensão. Segundo, o comentário do debate realça que ninguém discute os parâmetros para a elaboração de pautas, que ninguém fala dos critérios de seleção. Mas, em realidade, nada disso é fixado oficialmente. O que o editor-chefe acha bom, ele o acha por mero senso comum. Ele próprio não passa de um Homer Simpson a avaliar o que os demais Homers Simpson vão achar. Ou seja, a questão é muito mais funda do que parece. Isso porque os jornalistas não partem para o mundo para conhecê-lo mas já têm seus modelos na cabeça e saem pelo mundo para reconhecê-los e reforçá-los. E assim se dá também com os entrevistados: são escolhidos exatamente aqueles que melhor “representam” os assuntos. Por isso, o conservadorismo dos jornalistas não é nada que tenha a ver com a política ou a ideologia, isso é coisa ultrapassada. O conservadorismo vem do fato de eles reconstruírem todos os dias o mundo refazendo os conceitos que estão em suas próprias cabeças. Por isso eles obtêm atenção e ibope, porque eles tranqüilizam todo mundo, tanto os Homers que estão em casa quanto os Homers que produzem o próprio telejornal. Não há programa mais saboroso do que um telejornal, onde tudo se diz e, graças a ele, tudo fica exatamente como está. Quer dizer, tudo é tratado de forma a corresponder às idéias pré-concebidas que os jornalistas já têm das coisas. Em suma, a pergunta pelos “critérios da seleção de notícias” sugere que a gente vá, ao pesquisá-los, poder chegar “à verdade”, ao desvendamento do grande segredo. Não há segredo algum. Há, isso sim, a resistência (que não é só de jornalistas, vamos deixar isso claro) de aceitar o novo, o fora do clichê, o estranho; todos temem isso. Como diz o Daniel Bougnoux, nosso organismo só tolera um pouquinho muito pequenino de novidade, além da qual ele de fecha como uma ostra.

    Ciro Marcondes Filho

    quarta-feira, 14/12/2005 at 21:54

  13. Olá, Maurício,
    parabéns pela profundidade e abrangência com que abordou o problema!

    Logo após publicação do texto do Laurindo, debati o tema com minha professora de radiojornalismo, Valéria Vargas. Me impressionou a visão tecnicista e comercial com que repudiou a opinião de Laurindo.

    Argumentou que “para o público do Jornal Nacional petróleo da Venezuela não quer dizer nada”, além do tema ser “complexo demais”. E que presos condenados sendo soltos “tem muito mais a ver com o que gostariam de saber”. Falou ainda não concordar com a dureza da crítica pois a considerava despropositada, a partir do momento em que tratava de um jornal de uma TV comercial. Para ela, aquela crítcva seria correta se estivesse dirigida a uma TV pública, como a BBC.

    Então perguntei se ela realmente concordava com o nivelamento por baixo. “Não é à toa que ele [Bonner] está a anos na edição do jornal. Se ele está lá anda é porquê dá certo, dá audiência”, foi a resposta.

    Como etudante (que quase sempre são cheios de ideais, ou utopias, como pensem), me pergunto: E minha função social como jornalista (apesar de ainda não o ser)? Se minha professora enxerga as coisas dessa forma, será que estou errado em achar que devemos fazer o possível para tentar educar através do nosso ofício?

    Análises como a apresentada neste texto inauguração me fazem acreditar de que não estou tão errado assim.

    Já me estend além da conta. Mas uma vez, meus parabéns!

    Abraços,
    Bruno Pinheiro

    Bruno Pinheiro

    quarta-feira, 14/12/2005 at 23:50


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