Laudas Críticas

Archive for the ‘Ambiente’ Category

‘Ibama’ de Obama será mais científico, promete a nova chefe

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lisa-jackson1A imprensa brasileira não deu importância à notícia da confirmação pelo Senado dos EUA da engenheira química Lisa Jackson para chefiar a EPA (Agência de Proteção Ambiental). A escolha dela pelo presidente eleito dos EUA, Barack Obama, já havia sido anunciada em meados de dezembro. Porém, mais importante que a aprovação de seu nome para o cargo que assume na próxima terça-feira (20/01) foi a declaração dela sobre sua primeira tarefa — “resgatar a integridade científica e legal” do órgão, segundo a reportagem “EPA pick vows to put science first” (The New York Times, 14/01).

“A ciência precisa ser o esqueleto do que a EPA faz”, afirmou Lisa no início de sua explanação ao comitê de meio ambiente do Senado. O sentido da afirmação da nova administradora é que a agência teve muitas ingerências políticas durante as gestões de Christine Todd Whitman (2001-2003), Michael O. Leavitt (2003-2005) e Stephen L. Johnson (2005-2009), todas da administração de George W. Bush.

Criada em julho de 1970, a EPA é diretamente subordinada à Casa Branca. Possui cerca de 17 mil funcionários em todo o país, trabalha com um orçamento anual de aproximadamente US$ 7 bilhões e possui também uma grande estrutura de laboratórios de pesquisa científica.

‘Música para os ouvidos’

De ascendência afro-americana, a nova administradora da EPA chefiou o Departamento de Proteção Ambiental do Estado de New Jersey durante quase dois anos, até assumir em 1º de dezembro a chefia do gabinete do governador do estado. Ela, que completa 47 anos em 8 de fevereiro, é funcionária do departamento há 15 anos.

Lisa Jackson teve a aprovação de seu nome pelo Senado comemorada por ambientalistas como Josh Dorner, secretário-adjunto de imprensa da ONG Sierra Club. Ele disse que fazia também suas as palavras “música para meus ouvidos” da senadora californiana Barbara Boxer (Partido Democrata), referindo-se às respostas de Lisa durante sua sabatina pelo comitê.

É interessante notar que ao se referir aos aspectos científico e legal da EPA, ela não usou o bordão “resgatar a credibilidade”, tão comum no Brasil, mas resgatar a integridade. Não fosse pelo enfoque muito mais científico do que ambientalista de seus posicionamentos, essas circunstâncias da definição da nova administradora da EPA poderiam ser comparadas com a da indicação de Marina Silva (PT-AC) para o Ministério do Meio Ambiente (MMA) em 2003, no início da gestão de Lula.

Mesmo assim, ainda é uma boa oportunidade para a imprensa brasileira lembrar que tivemos aqui no Brasil  um filme com início mais ou menos parecido. O bom é torcer para que daqui a algum tempo Lisa Jackson não seja também obrigada a dizer “perco o pescoço, mas não perco o juízo”.

PS — Só para lembrar: enquanto isso, aqui no Brasil, continua “em obras” o site do Centro Nacional de Estudo, Proteção e Manejo de Cavernas (Cecav), conforme este blog havia informado em sua postagem de 14/11/2008.

PS 2 (segunda-feira, 19/01) Lisa Jackson não foi mencionada nem mesmo por Marina Silva em seu texto de hoje, “A hora de Obama”, em sua coluna semanal na Folha de S. Paulo (p. A2). Muito menos sua promessa de “resgatar a integridade científica e legal” da EPA.

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Written by Mauricio Tuffani

domingo, 18/01/2009 at 17:58

Publicado em Ambiente, Ciência, Política

Números da Amazônia derrotaram a imprensa em 2008

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2008 passará para a história da Amazônia como o ano em que os números derrotaram a imprensa. Ofuscada por estatísticas mensais da degradação florestal, a cobertura jornalística mal se deu conta da área total desmatada de 706,9 mil quilômetros quadrados, que já equivale a quase metade (45,1%) do Estado do Amazonas e corresponde a pouquíssimo menos que as superfícies terrestres da França, da Holanda e da Bélgica somadas. Também passou despercebido que a devastação praticamente dobrou — cresceu 97% — desde o fim de 1988, quando ela atingira 358,7 mil quilômetros quadrados.

Essa tendência da imprensa de ver as árvores sem enxergar a floresta foi predominante também nas duas últimas décadas, desde o desastroso início da elaboração de taxas anuais de desmatamento pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 1989 (“Enquanto a floresta queima, os números dançam”, Nova Ciência, São Paulo, ano II, nº 7, 1990, agosto/setembro/outubro, págs. 32-36). Os índices anuais foram se acumulando, mas raramente os jornalistas os totalizaram.

Taxas anuais de desmatamento da Amazônia Legal de 1988 a 2008 (km2)

Além de não se dar conta da expansão total da degradação da Floresta Amazônica, a cobertura jornalística chegou muitas vezes a comemorar a redução de taxas anuais de desmatamentos sem perceber que caía o ritmo dessa diminuição. Ou seja, houve anos em que a área total anual desmatada diminuiu, mas a imprensa não percebeu que a diminuição também diminuiu. Repetindo esse mesmo engano do passado em relação aos dados de 1990, 1991, 1997, tivemos várias manchetes que comemoraram os números de 2006 e 2007, que, comparados a 2005, já projetavam más notícias.

Variação anual das taxas de desmatamento de 2000 a 2008 (%)

Prodes/INPE

Confusão de dados

Essa distração midiática, que era antes anual, baseada nos anúncios do sistema Prodes (Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite), intensificou-se como um repetitivo e desgastado exercício mensal neste ano. Foi quando teve início a divulgação de índices mensais do sistema Deter (Desmatamento em Tempo Real), cuja finalidade não é obter dados precisos como o do Prodes, mas apoiar ações de fiscalização e controle de desmatamentos.

Num primeiro momento, houve a positiva iniciativa do governo de não liberar os dados do Deter enquanto não elaborava uma boa desculpa para eles (“Governo decide parar de segurar dados de desmatamentos”, 10/07/2008). No entanto, o que aconteceu foi a banalização desses índices. Ela começou com a estratégia de comunicação do próprio Ministério do Meio Ambiente, dado o estilo excessivamente midiático do ministro Carlos Minc, com suas sucessivas entrevistas coletivas.

A imprensa em geral, em busca de novos títulos e lides, fez o arremate. Ela não só reproduziu de modo acrítico os pronunciamentos oficiais, como também tratou os números parciais do sistema Deter como se eles tivessem a mesma finalidade do Prodes, passando uma imagem otimista que não corresponde à realidade da extensão da devastação (“Amazônia: imprensa se deixa pautar pelo governo”, 30/08/2008).

Ofuscamento

Também quase nada foi dito sobre os dados do relatório de 2008 do Prodes que mostram o crescimento da degradação, em áreas não completamente desmatadas, de 14,9 mil para 24,9 mil quilômetros quadrados de 2007 para 2008. Em outras palavras, salvo pelas exceções, “passou batido” que tivemos em um só ano um aumento de 61,1% de áreas degradadas sem desmate completo na Floresta Amazônica. Todos esses dados são acessíveis a qualquer cidadãocom acesso à internet. Desse modo, a banalização da transparência se transformou em um mecanismo de ofuscamento.

Não bastasse esse ilusionismo numerológico, poucos foram os esforços significativos de reportagem para uma cobertura da Amazônia fora do rotineiro enfoque turístico ou exótico, mostrando-a não só em sua riqueza social e ambiental, mas também na dimensão do desastre da herança das políticas públicas para a região.

“Eu costumo dizer que a gente não sabe o que tem na Amazônia porque a gente não pesquisa adequadamente. Nós estamos destruindo uma biblioteca cheia de livros que nós não lemos”, disse o cientista político Sérgio Abranches, diretor e colunista do site de notícias ambientais O Eco, no programa de televisão do Observatório da Imprensa exibido em 02/12“Amazônia na mídia: muita estatística, pouca reflexão”).

Bons exemplos

Entre as raras exceções a essa tendência, destacou-se a reportagem de Leonencio Nossa e Celso Júnior “Eldorados da Exploração Infantil”, de 07/09 n’O Estado de S. Paulo. (Uma síntese de suas quatro páginas está em “Cidades amazônicas viram eldorados da prostituição infantil”.) Eles mostraram a realidade da exploração de menores e das péssimas condições de vida em Coari (Amazonas), Juriti (Amapá) e Paraupebas (Pará), consideradas como localidades para novas iniciativas de negócios na região.

A própria imprensa da Região Norte não cobre os problemas locais, como bem explicou Chico Araújo, diretor da Agência Amazônia de Notícias. No já citado programa do OI de 02/12, ele afirmou que “quando trabalhava para o Estado de S.Paulo, jornais de Manaus e outras cidades da Amazônia esperavam a Agência Estado distribuir o boletim informativo com notícias sobre a região para elaborar a manchete dos jornais”.

Enquanto isso permanece, os veículos dos outros estados mal investem em equipes permanentes de reportagem nessa região. Mas existem ali algumas iniciativas de bom jornalismo na internet, além da agência dirigida por Araújo. Por exemplos, o site Amazônia, da ONG Amigos da Terra, o blog do jornalista Altino Machado, sediado em Rio Branco (AC), e o Jornal Pessoal, de Lúcio Flávio Pinto, que após 21 combativos anos de artesanal circulação quinzenal impressa em Belém (PA), sem venda de espaço publicitário, ganhou neste ano seu próprio espaço na internet. Talvez seja essa a única boa notícia sobre a imprensa em relação à Amazônia neste ano.

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Written by Mauricio Tuffani

segunda-feira, 29/12/2008 at 6:32

Publicado em Amazônia, Ambiente

Site do Centro de Cavernas do MMA está ‘em obras’

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Já faz alguns dias que está “fora do ar” o site de Centro Nacional de Estudo, Proteção e Manejo de Cavernas (Cecav), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA). Isso é ruim nestes dias, na seqüência da assinatura pelo presidente da República do Decreto nº 6.640, de 07/11/2008. Aquele, comentado há três dias neste blog (“Sai decreto das cavernas, e Minc não deu entrevista coletiva”), de alteração do Decreto 99.556, de 01/10/1990, que “Dispõe sobre a proteção das cavidades naturais subterrâneas existentes no território nacional, e dá outras providências”.

O referido site tinha registros de situações importantes, como a do encaminhamento para a Casa Civil da proposta de alteração do decreto de 1990 em 13/02/2007 pelo grupo de trabalho constituído pelo Ibama em 18/04/2006 (Portaria Ibama nº 34), e da reunião que houve sobre essa sugestão:

Na reunião realizada na Casa Civil, em 06 março de 2007, foram apresentadas a proposta do MMA/IBAMA e uma contra proposta do MME, opinando sobre todos os assuntos, incluindo os não afetos a esse Ministério. Vale lembrar, que apesar de não estarem presentes, esse assunto engloba ações dos ministérios da Cultura, da Agricultura, dos Transportes e do Turismo, entre outros.
No momento, aguardamos uma nova reunião com a Casa Civil que nos dará um posicionamento sobre o assunto.

Mas o resultado final foi a decisão por um dispositivo que vem sendo duramente criticado por especialistas como ameaçador de grande parte do patrimônio espeleológico brasileiro, conforme registrou este blog em “Quase nenhuma notícia sobre o decreto das cavernas”. Felizmente, a íntegra do decreto que Lula não assinou ainda está acessível pelo link acima indicado e também aqui.

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Mais informações sobre o assunto:

“Decreto do governo autoriza destruição de cavernas” (Notícias Socioambientais, 13/11/2008)

“Governo ignora a sociedade e libera a destruição de cavernas” (SBE N0tícias, 11/11/2008)

“Minc anuncia plano de proteção às cavernas” (Notícias do MMA, 31/10/2008).

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Written by Mauricio Tuffani

sexta-feira, 14/11/2008 at 17:12

Publicado em Ambiente, Ciência, Política

Sai o decreto das cavernas, e Minc não dá entrevista coletiva

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Parem as máquinas! O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que tanto faz uso de entrevistas coletivas, desta vez não deu o ar da graça. Se não fosse a reportagem “Decreto autoriza destruição de cavernas”, da Folha de hoje, a novidade só ficaria por conta do Diário Oficial. Já é fato consumado o que este blog avisou há duas semanas (“Quase nenhuma notícia sobre o decreto das cavernas”, 28/10/2008).

Praticamente toda a imprensa brasileira ignorou o que estava prestes a ser assinado pelo presidente da República. O novo ato presidencial é o Decreto nº 6.640, de 07/11/2008. Não há nenhuma notícia sobre ele nos sites da Agência Brasil e do Ministério do Meio Ambiente. Talvez o órgão tenha iniciado uma fase no estilo low profile, isto é, mais discreta, sem chamar muito a atenção.

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Written by Mauricio Tuffani

terça-feira, 11/11/2008 at 11:40

Publicado em Ambiente, Ciência, Política

Quase nenhuma notícia sobre o decreto das cavernas

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Gruta Lago Azul, localizada em Bonito, MS (Imagem: Clayton Ferreira Lino ©)

Se depender de quase toda a imprensa brasileira, a mudança da legislação sobre as cavernas brasileiras só será conhecida pela sociedade como fato consumado. Já existem 31 entidades que apóiam o manifesto da Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE), contrário à intenção governamental de alterar o Decreto 99.556, de 01/10/1990, que “Dispõe sobre a proteção das cavidades naturais subterrâneas existentes no território nacional, e dá outras providências”.

Entre as exceções a essa omissão midiática, destacam-se as reportagens “Projeto ameaça 70% das grutas do país”, da Folha de S. Paulo, reproduzida na Folha Online (25/10/2008), e “De volta ao tempo das cavernas”, do portal O Eco (17/10/2008), que retomou o assunto uma semana depois com a nota “Contra o decreto cavernoso” (24/10/2008).

De acordo com a primeira reportagem de O Eco, há dois anos o Ministério de Minas e Energia (MME) e o Ministério do Meio Ambiente (MMA) vinham negociando a alteração do decreto ainda vigente, que “tem sido uma pedra no sapato de empreendimentos como a usina hidrelétrica de Tijuco Alto, no sul de São Paulo, e à exploração de minério de ferro em Carajás, no Pará”. Na semana retrasada, segundo a matéria, “tudo desandou”:

A negociação foi interrompida pela Casa Civil, que jogou a área ambiental para escanteio e, basicamente, só quer considerar as cavernas intocáveis se elas forem monumentais, isto é, se tiverem características excepcionais, como a maior do país, ou características biológicas únicas, por exemplo. As outras passam a ser vistas como passíveis de sofrerem impactos, claro, devidamente compensados com dinheiro dos empreendimentos como reza a cartilha do licenciamento. Avaliações iniciais indicam que esse “resto” equivale a nada menos que 80% das cavernas brasileiras, estimadas em cem mil pelo governo. Apenas sete mil estão relativamente mapeadas.

Grutas ‘inúteis’

Caverna Casa de Pedra, no Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira, sul de SP (Imagem: Clayton Ferreira Lino ©)

Paulo Camillo, presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), entidade que representa empresas que atuam no setor, declarou à Folha que o novo decreto trará avanços: “Essa indefinição, que dura anos, afastou investimentos estrangeiros do país”, afirma o presidente do instituto”. O jornal destaca declaração de Rinaldo Mancin, diretor de assuntos ambientais do órgão, de que

“Há cavernas belíssimas que, claro, precisam ser preservadas. Mas é preciso criar um sistema para valorar o grau de importância dessas cavernas, porque muitas são inúteis”.

De acordo com a Folha, há restrições à iniciativa governamental dentro do próprio governo. O jornal afirma que o Centro Nacional de Estudo, Proteção e Manejo de Cavernas (Cecav), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, vinculado ao MMA, “participou dos estudos com os ministérios do Meio Ambiente e Minas e Energia nos últimos dois anos, mas suas sugestões foram ignoradas no projeto final”. Segundo declaração de Rita de Cássia Surrage, do Cecav,

Eles querem algo fácil de fazer. Dizem que nossas sugestões eram complexas. Mas não dá para entrar em uma caverna, sair e avaliar na hora. Estudos são necessários. Vai acabar na mão dos Estados a decisão de definir quais vão poder ser impactadas, sem critério algum.

Uma proposta de alteração do decreto de 1990 já havia sido apresentada em 13/02/2007 pelo grupo de trabalho constituído pelo Ibama em 18/04/2006 (Portaria Ibama nº 34). No site do Cecav consta o registro, provavelmente desatualizado, de que:

Na reunião realizada na Casa Civil, em 06 março de 2007, foram apresentadas a proposta do MMA/IBAMA e uma contra proposta do MME, opinando sobre todos os assuntos, incluindo os não afetos a esse Ministério. Vale lembrar, que apesar de não estarem presentes, esse assunto engloba ações dos ministérios da Cultura, da Agricultura, dos Transportes e do Turismo, entre outros.
No momento, aguardamos uma nova reunião com a Casa Civil que nos dará um posicionamento sobre o assunto.

No entendimento da cúpula ambiental do governo, no entanto, o assunto parece estar resolvido, segundo a Folha, que atribui a Maria Cecília Wey de Brito, titular da Secretaria Nacional de Biodiversidades e Florestas, do MMA, a declaração de que “Tudo está sendo discutido. Essa nova norma não significa que tudo será destruído”. Com seu largo conhecimento e experiência na área ambiental, a secretária certamente deve ter muito mais a dizer acerca da questão. Inclusive porque do modo que consta essa declaração, permanece a dúvida sobre o que será destruído.

Enquanto quase toda a imprensa deixa de informar sobre esse assunto e ninguém busca explicações de outros órgãos do governo, circula na internet um abaixo-assinado contra a mudança do decreto.

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terça-feira, 28/10/2008 at 12:26

Publicado em Ambiente, Ciência, Política

Mais sobre Green, Inc. (não confundir com Green Ink)

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A edição desta semana da revista Época traz uma boa matéria da repórter Juliana Arini que toma como gancho o livro Green, Inc., de Christine Macdonald, sobre o este blog tratou com a postagem “Livro acusa ONGs de fazerem ‘lavagem verde'”, de quinta-feira (16/10/2008).

A reportagem “Os verdes se venderam?” apresenta também a posição da Conservation International e de outras ONGs sobre o assunto e traz mais informações relacionadas ao Brasil. Na sexta-feira, dia 17, o site da revista já havia veiculado uma entrevista feita pela correspondente Andréa Leal, em Washington, com a autora do livro (“Christine MacDonald — ‘Como uma boa causa vai mal'”).

Se eu tivesse prestado atenção no dia 15 ao blog Novo em Folha, da Editoria de Treinamento da Folha de S. Paulo, teria alertado sobre o cuidado necessário ao se referir a esse livro. Está previsto para 4 de novembro o lançamento de outra obra: Green Ink — Uma introdução ao jornalismo ambiental, publicado há 12 anos nos Estados Unidos por Michael Frome (Curitiba: Fundação O Boticário e Editora da Universidade Federal do Paraná). A tradução desse livro para o português já vinha sendo pedida há algum tempo, como ressaltou Marcos Sá Correia em novembro de 2005 em seu artigo “O bê-á-bá do jornalismo ambiental”, no site O Eco.

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domingo, 19/10/2008 at 14:50

Publicado em Ambiente, Jornalismo

MMA terá de esclarecer lista de flora ameaçada de extinção

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Araucária (Foto de Felipe Micaroni Lalli)

A assessoria de imprensa do deputado federal Ricardo Trípoli (PSDB-SP) informou por e-mail a este blog que o parlamentar tomou conhecimento por meio do Observatório da Imprensa da postagem “As espécies ameaçadas e as notícias que não de cruzam”, de 14/10/2008, e, com base nela, elaborou o requerimento de informações nº 3.385/2008.

O documento, que foi referendado no dia seguinte pela mesa diretora da Câmara dos Deputados, “Solicita esclarecimentos ao Ministério do Meio Ambiente sobre as razões da não inclusão de determinadas espécies na Lista Oficial das Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção”.

O artigo nº 50 da Constituição Federal estabelece que as mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal podem encaminhar requerimentos de informações a ministros de Estado ou a titulares de órgãos diretamente subordinados à Presidência da República, “importando em crime de responsabilidade a recusa, ou o não-atendimento, no prazo de trinta dias, bem como a prestação de informações falsas”. O prazo começa a contar na data de recebimento do requerimento. Já solicitamos ao deputado que nos informe sobre a reposta.

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Written by Mauricio Tuffani

domingo, 19/10/2008 at 7:02

Publicado em Ambiente, Ciência, Política

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